Lá se vão 10 anos…

Daí que há 10 anos começava a minha história profissional…

Neste mês tão importante para mim, comecei a relembrar durante vários dias algumas passagens deste caminho e resolvi compartilhar aqui com vocês.

Antes era Tatiana Sá, depois somente Tatiana e, desde 2010, Tatiana Saoli (sugestão da minha amiga Silma que não gostou da minha ideia de “Tatiana Saveira” …rsrsrs…).

Em julho de 2001, na cidade de Sobradinho, eu fazia minha primeira apresentação (certa da profissão que queria) cantando e tocando violão num recital do Teatro local.

Desde pequenina sonhava em ser cantora, havia me apresentado pela primeira vez aos 6 anos de idade na escola que estudava e depois em algumas rodinhas com ajuda de amigos da família. Até os 16 anos muitas dúvidas existiam, muitas perguntas me faziam e eu estudava relutantemente outra ideia para ser outra coisa. Até aprender a tocar um instrumento: o violão.

Daí, que o sucesso da primeira apresentação me trouxe coragem suficiente para bater no peito a paixão pela música sertaneja (que até então não era tão popular entre os jovens e nem em Brasília), esquecer a timidez e dar início as pequenas apresentações. Entrei numa banda da turma da escola, lutei por cada ensaio e showzinhos que fazíamos. Conseguimos gravar um CD demonstrativo que rendeu muitas alegrias e frustrações.

Aos 18 anos voltei para Campo Grande à procura de sucesso no gênero, mas a insegurança e minha timidez atrapalharam nos primeiros meses. Até conhecer uma grande amiga (Rose) que conseguiu o primeiro barzinho que me permitiu cantar muito tempo e ainda colher muitos frutos daquelas noites ali.
Desde então foram bares e mais bares, trailers, pizzarias, cabarés, restaurantes, festas, reuniões… e eu não queria mais nada além de continuar cantando.

Hoje, aos 26 anos, me lembro de cada dificuldade, cada lágrima, cada sorriso, cada comemoração que existiu nesse pequeno caminho.

Ainda em Brasília, aprendi que o técnico de som é o cara responsável pelo seu sucesso ou o seu fracasso num show (vivido a flor da pele).
Aprendi que ser humilde é virtude, mas ser humilde demais é defeito.
Aprendi que quando a gente passa a ser uma pessoa pública temos que ter muito cuidado com palavras e atitudes.

Tive dias cruéis… pensei algumas vezes em parar e ir atrás de outra coisa… já dei um tempo da música (as vezes é preciso férias… respirar… descansar…refletir…), já sofri preconceito e aprendi a como lidar com ele… já aguentei tantas…

Lembro das madrugadas, sem carro, que voltava para casa, nas ruas desertas, carregando os equipamentos no braço com essa minha amiga… outras que voltei sozinha e com medo… lembro das noites que surgiram outros amigos pra ajudar… um desconhecido bacana que dava carona… ou o próprio dono do bar que me deixava em casa…

Dos dias que ganhei um cachê pequeno, dos que saí com o bolso cheio, dos dias em que voltei pra casa sem nada… do meu primeiro cachê há 10 anos, num hotel fazenda, que foram 2 queijos minas…

Lembro de uma oportunidade, numa grande casa da cidade, em que de tão nervosa esqueci tudo que sabia e saí do palco de cabeça baixa… lembro de quando perdi a voz num show e tive que terminar antes da hora marcada… lembro dos amigos e colegas que fiz… dos aplausos… das portas na cara… das críticas e elogios… das vezes que conseguia vários contatos para outros shows… de quando entrei num estúdio pela primeira vez… de quando ouvi minha música na rádio… da primeira entrevista na TV e no Rádio… o primeiro show em outra cidade (num frio de 2 graus: Porto Murtinho/MS)… da primeira vez que meu violão quebrou e o quanto eu chorei por isso… de quando toquei em comícios… e do calote que tomei também…rs…

Relembro os sacrifícios que meu pai fez para me ajudar todas as vezes que precisei… de tudo que minha mãe pode fazer, da minha madrinha que deu grande força para o acabamento do último CD, do músicos que tocaram comigo, da confiança que depositaram e depositam, dos produtores Guarany e Davi Ávila, dos radialistas e,  de tantas outras pessoas que me ajudaram… algumas que me passaram a perna… outras que eu briguei e perdi a cabeça… Dos concursos de TV que estive presente… e das decepções que elas causaram…

Mas o melhor de tudo… é que fiz muitos amigos, muitos colegas e muitos fãs… sou uma pessoa feliz na profissão que escolhi e hoje compartilho com vocês a alegria de comemorar a primeira década dessa história que terá ainda muitas outras décadas pela frente!!!!!

Obrigada a todos!
Obrigada por cada crítica!
Obrigada por cada aplauso!
Obrigada por tudo!

Tatiana Saoli

Abaixo, vídeo com a música que apresentei em julho de 2001, no Teatro de Sobradinho. rsrs

Anúncios