Sorte ou Azar?

Tudo que tentei foi infrutífero. Todos os lances que dei resultaram em nada. Para os que me entreguei demais, virei utensílio de luxo descartável. Para os que me mantive sóbria, fui taxada de frígida. Quando tentei o equilíbrio, acabei como a desequilibrada que não sabe o que quer. Bipolar.

Tentei médicos ricos, motoboys pobres. Até professores que não são nada além de chatos. Os engraçados que me divertiam, mas não davam prazer. Os gostosos que me davam prazer, mas não sabiam rir. Altos, baixos, gordos e magros. Preto, branco, mulato, índio, cafuzo, mameluco, caboclo. Cearenses, amazonenses, goianos, paranaenses, cariocas e até os chatos dos paulistas. Aliás, já pensou em um professor paulista? Tédio.

Tentei de tudo e nada de certo. Uns dizem que não tive sorte. Outros dizem que tive azar. Mas se azar no jogo quer dizer sorte no amor, chegou minha hora de apostar, ganhar dinheiro, quebrar a banca do cassino. Quem quer girar a roleta?

(Pensado por Paulo Palavra)

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