Me definho na minha própria tristeza
Me inundo na minha própria dor
Gota de afã, é ela, é a mesma
A que eu chorei quando perdi teu amor.

Sinto o gosto da agonia derramada
E a dor de quem viveu e foi por ti
Como a lua pela noite embalsamada
O paraíso era quando vinha por aqui.

Paraíso? Fantasia? Ilusão?
Ou o medo de um amor emudecido?
Fogo insano que me habita, é tentação?
Ou temor do bem-querer desvalecido?

Ó dor, angústia, medo
Ó medo, agonia, saudade
Mas acima de tudo é o medo
Medo de nunca saber a verdade.

Se tua alma me amava tanto
Se a alegria apagava o pranto
Se teu amor derramava canto.

Mas se é verdade, ó sonho lindo!
Ou minha vida viverei amando
Ou minha morte morrerei sorrindo.

Jéssica Díez

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